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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

NAZARÉ

NAZARÉ, vila piscatória muito turística e com uma bela praia

localização:

sede do concelho: Nazaré

freguesias:Famalicão, Nazaré, Valado dos Frades

á rea:82,0 km2   

população 14 989 habitantes
feriado municipal em 8 de Setembro

 

   

 

Características: A Nazaré é Terra de lendas, milagres, tradição e cor
Junto à costa atlântica, esta terra de pescadores é famosa pela sua praia de vasto areal e pelas suas gentes muito hospitaleiras.
O casario branco recorda a memória ainda viva das mulheres vestidas de negro pela longa praia, ansiosas do regresso dos seus maridos e noivos da faina arriscada da pesca.
Até princípios do séc. XVII a Nazaré repartia-se entre o Sítio e o burgo medieval da Pederneira, onde os pescadores se abrigavam dos ataques dos piratas e da fúria do mar. 
A Pederneira foi na Idade Média um importante porto de mar, com o recuar do Mar as populações começaram a estabelecer-se mais junto à praia, onde se desenvolveu a Nazaré.
No alto do rochedo, O Sítio da Nazaré est á repleto de monumentos e é um miradouro priviligiado donde se vislumbra todo o casario típico da vila e sua linda praia como se de um postal ilustrado se tratasse.

Gastronomia:Sopa de Peixe, Caldeirada à Nazarena, Carapaus Enjoados, Carapaus Secos, Massa de Peixe, Arroz de Peixe, Arroz de Marisco, Sardinhas Assadas, Espetadas de Tamboril, Cherne, Robalo, Sargo Grelhado, Santola, Lagosta e o Lavagante ao Natural.
Doçarias: são famosos os Tá-Mares e os Nazarenos.

Artesanato: O Artesanato da Nazaré recria toda a beleza da vida desta terra e da sua tradição ligada ao mar: miniaturas de  barcos de pesca, bóias, redes, lanternas , canastras de vime e trajes típicos que se vestem em bonecos e bonecas.
Também se confeccionam roupas típicas e tradicionais em tamanho natural, chapéus de borla, chinelas, aventais de chita bordados á mão.
Em Famalicão (Quinta Nova) trabalha-se o vime que subsiste na arte de fazer peças de mobili á rio.
No Valado dos Frades fazem-se peças em cerâmicas e faianças.

A visitar:
Capela de Nossa Senhora dos Aflitos.
Elevador Mecânico (entre a Praia e o Sítio faz-se tradicionalmente num elevador mecânico)
No Sítio da Nazaré:
Largo de N.ª Sr.ª da Nazaré
Santu á rio
Museu Etnogr á fico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso,
Miradouro do Suberco
Ermida da Memória
Padrão de Vasco da Gama
Forte de S. Miguel Arcanjo (séc. XVII) 
 
Na Pederneira:
Pelourinho, 
Antigos Paços do Concelho (edifício seiscentista),
Igreja Matriz de Nossa Sr.ª das Areias (séc. XVI), 
Miradouro da Pederneira 
Igreja da Misericórdia (séc. XVII)
Á saída da povoação:
Fonte Setecentista 
Capela de N.ª Sr.ª dos Anjos (séc. XVI).
Nos Arredores:
O Templo Visigótico de S. Gião (séc. VII) com características únicas na Península Ibérica,
situada na Quinta de S. Guião em Famalicão
Serra da Pescaria e as praias.

Sites a consultar:

www.cm-nazare.pt /

www.oesteonline.pt /

www.oestediario.com /

www.freguesia-nazare.com /

www.camaranovanazare.mt.gov.br /

www.nazare.oestedigital.pt /

   

HISTÓRIA

Terra de pescadores desde o século XII, era chamada então de Seno Petronero , que significa Golfo da Pederneira.
O Rei D. Manuel I concedeu-lhe Foral em 1514.
Em 1912 passa a chamar-se Vila da Nazaré  ao conjunto urbano formado pelos núcleos populacionais da Praia, do Sítio e da Pederneira,
Foi no promontório do Sítio da Nazaré que surgiu o primeiro aglomerado populacional pela sua situação geográfica e defesa e pelo sentimento religioso das populações na crença no milagre de Nª Sra da Nazaré que atraía muitos romeiros e peregrinos.
No entanto é a Pederneira,  do Seculo XV / XVI, o principal núcleo de desenvolvimento pelo importante porto de mar e  um dos mais activos estaleiros navais do reino, de onde saíram muitas naus e
caravelas no auge dos descobrimentos portugueses.
Da sua população de pescadores foram recrutados muitos bravos marinheiros, destacando-se o mítico calafate e mareante Bastião Fernandes, que ter á sido marinheiro na Rota das Índias.
No século XVIII, por volta de 1760, chegou à Pederneira uma nova vaga de pescadores, oriundos de Ílhavo e da zona da Ria de Aveiro, que, trouxeram novas redes e a técnica de pesca de arrasto tornando a Nazaré num importante porto de pesca.
O progressivo afastamento do mar, e o assoreamento da enseada levou os habitantes a fixarem-se mais junto à praia dando origem a uma das mais pitorescas e turísticas cidades portuguesas.

Lenda da Nazaré:

 A Lenda da Nossa Senhora da Nazaré
 
Por Pedro Penteado - Mestre em História Moderna (*)
 
Durante séculos acreditou-se que o Santu á rio de Senhora de Nazaré tinha sido um dos mais antigos do país, fundado na sequência do milagre da Virgem ao cavaleiro D. Fuas Roupinho , em 1182. A narrativa que suportava esta convicção de milhares de peregrinos fornecia todos os pormenores: a imagem da Senhora tinha sido esculpida no Oriente por São José, na presença da Mãe de Cristo. Depois passou por v á rias vicissitudes até chegar ao Mosteiro de Cauliana , em Mérida. Com a derrota dos cristãos em Guadalete , o rei godo D. Rodrigo refugiou-se no mosteiro. Perante o avanço islâmico, o Rei e Frei Romano, um dos monges ali residentes, decidiram partir para lugar seguro, levando consigo a pequena imagem mariana e um cofre com caixa com relíquias e um relato das circunstâncias da fuga. Chegaram em Novembro de 714 ao Monte de São Bartolomeu, nas proximidades da actual Nazaré. O monarca e o monge separaram-se tendo o primeiro permanecido no local e o segundo levado o ícone e as relíquias para um monte vizinho. Aí Frei Romano para se abrigar construiu um pequeno nicho entre os rochedos. Com a partida de D. Rodrigo para o norte, a imagem ficou esquecida na pequena lapa construída pelo monge, no actual promontório do Sítio (Nazaré).
Apenas no século XII seria descoberta por D. Fuas Roupinho que a venerava sempre que ali se dirigia para os prazeres da caça. A 14 de Setembro de 1182, um dia de névoa, o cavaleiro teria sido atraído por um veado em direcção ao abismo do promontório. No momento em que o cavalo chegava ao extremo do rochedo, prestes a lançar-se no precipício, D. Fuas teria evoca a Virgem, lembrando a sua Imagem depositada ali próximo. Imediatamente o cavalo estacou a sua marcha e por milagre D. Fuas salvou-se. Em sinal de agradecimento o cavaleiro, alcaide de Porto de Mós e almirante de D. Afonso Henriques doou aquele território à Senhora da Nazaré e mandou ali edificar uma ermida. Atraídos pela fama do milagre vieram os primeiros romeiros, entre os quais o primeiro rei português e os principais nobres da sua corte.
Esta versão do passado do santu á rio foi contada a primeira vez nos finais do século XVI, pelo cronista Frei Bernardo de Brito, monge Bernardo de Alcobaça. O relato assentava na carta de doação do Sítio por D. Fuas Roupinho , que o cronista teria descoberto no seu Mosteiro e viria a publicar na obra Monarquia Lusitana. Mas a intervenção de Frei Bernardo de Brito não se ficou por aqui. Cerca de 1600, na sequência de um voto pessoal, deslocou-se ao santu á rio e, com a ajuda de alguns devotos da Senhora, mandou desentulhar a gruta subterrânea para ali fazer uma capela. Por fim, colocou nela um letreiro em que registava a estória ” da Sagrada Imagem. Desta forma, o cronista não só alargava o espaço de culto como procedia a alterações da memória histórica, pois pela primeira vez a Virgem da Nazaré era associada a D. Fuas Roupinho .
 
A divulgação da narrativa do milagre trouxe um aumento de peregrinos ao pequeno templo do Sítio, contribuindo para o crescimento do povoado e para a multiplicação do número de milagres atribuídos à Virgem da Nazaré, com o consequente acréscimo da quantidade de oferendas dos fiéis. Por outro lado, esteve na origem de novas pr á ticas devocionais, pois cada vez mais romeiros procuravam ver a marca da pata do cavalo gravada na rocha do promontório. Outros levavam consigo pedaços de terra da gruta onde a imagem da Senhora estivera escondida durante séculos.
V á rios factores contribuíram para a r á pida aceitação da narrativa por parte dos devotos. Entre eles contam-se o prestígio do mosteiro de Alcobaça enquanto guardião de alguns dos mais antigos manuscritos do Reino, a possibilidade de comprovar as afirmações do monge através de vestígios concretos, a cor escura da imagem que por si só confirmava a antiguidade da mesma, o enquadramento da lenda dentro dos esquemas das narrativas cavaleirescas e de origem dos santu á rios, ou ainda o facto da lenda ir ao encontro das necessidades de maravilhoso sentidas pelos devotos e transportar consigo uma carga simbólica apreci á vel (cf. dicotomia fiel/infiel, bem/mal, salvação/perdição, cosmos/caos, etc.).
Existem contudo, outros factores que devem ser tidos em linha de conta para compreender a incorporação desta narrativa na memória colectiva dos portugueses.
Em primeiro lugar, a sua transmissão por meios diversificados e de grande capacidade difusora. Assim, ao sucesso da oralidade dos primeiros anos, que comportou alterações da versão mon á stica, correspondeu uma extraordin á ria divulgação por meios impressos a partir da década de 1620. No final do século XVII, a lenda da Senhora da Nazaré tinha j á sido publicada em mais de uma dezena de obras, em língua portuguesa e espanhola. Não esqueçamos ainda a sua divulgação por meios iconogr á ficos. A Senhora, que até ali era vista como uma Virgem do Leite, passou a ser constantemente representada na cena do milagre do cavaleiro. Esta imagética foi levada ao extremo através da sua permanente inclusão em ret á bulos, bandeiras, círios, medalhas, medidas e registos e outros objectos de grande capacidade evocativa.
A estratégia resultou em pleno, sobretudo a partir de meados do século XVII, quando os registos iconogr á ficos foram legitimados pela associação da her á ldica da Casa Real portuguesa. Um outro aspecto propiciatório foi, obviamente, o conjunto das peregrinações ao santu á rio, que serviu como factor de actualização, comemoração e evocação cíclica do milagre. Por último, talvez o factor mais interessante tenha sido a capacidade de silenciamento das memórias concorrentes do santu á rio. Logo na primeira metade do século XVII se começou a desenhar uma certa contestação à sua memória histórica, por parte do Mosteiro de Alcobaça, uma vez que esta anulava os direitos senhoriais dos bernardos sobre o Sítio. Contudo, a intervenção da Coroa, salvaguardando os direitos jurisdicionais da Confraria da Senhora e do Rei sobre o local, veio reforçar a autenticidade atribuída à pressuposta doação de D. Fuas e ao seu conteúdo.
Hoje, sabe-se que o documento da Doação de D. Fuas , que nunca foi encontrado, não tem qualquer fundamento histórico. Não existe nenhum manuscrito coevo que confirme a existência daquele cavaleiro. A imagem da Senhora, trabalho de oficina regional datado dos séculos XIV – XV, também não permite aceitar, sem reservas, a historicidade duma das mais belas lendas portuguesas.

In A construção da memória nos centros de peregrinação, Communio .

(*) Pedro Penteado – Mestre em História Moderna. Técnico Superior dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo. Respons á vel pelo tratamento documental do arquivo histórico da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré.
Lenda de Vasco da Gama:
De acordo com a tradição o bravo navegador, antes de embarcar à descoberta do caminho marítimo para a Índia, veio como peregrino à Senhora da Nazaré. Aqui, invocou a Sua protecção e trocou a grossa corrente de ouro que trazia, pelo colar de contas da Virgem. Dizem que à passagem do Cabo das Tormentas se levantou um grande temporal pondo em perigo barcos e homens, então o Almirante atirou o colar da Senhora às á guas, que logo se acalmaram.
Após o regresso a Portugal, veio novamente D. Vasco da Gama ao Sítio da Nazaré, como romeiro, agradecer à Virgem as graças recebidas, oferecendo-lhe um precioso manto.

    
publicado por Arth-wr Limma às 20:37
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